De onde veio a Língua Francesa?

Descubra as origens da língua Francesa, o idioma mais sexy do mundo!

Para traçar a história da Língua Francesa como uma língua românica, precisamos voltar à anexação da França Antiga (ou o que era então conhecida como Gália) pelo Império Romano.

Os romanos certamente não foram os primeiros a habitarem o território da França. Na verdade, quando eles chegaram à Gália já existia uma grande população celta. Contudo, a língua celta atualmente não tem muita influência na língua francesa já que os gauleses (de Gaul) adotaram totalmente o Latim durante o processo da romanização.

É provável que até o século V depois de Cristo a língua gaulesa já tivesse sido completamente substituída pelo Latim. No entanto, o Celta realmente deixou marcas no Francês na forma de nomes de objetos relacionados à natureza e, mais especificamente, palavras relacionadas à agricultura e vida doméstica como buyère, chêne e mouton.

ANEXAÇÃO PELOS ROMANOS E ADOÇÃO DO LATIM

Depois de Júlio César invadir a Gália, um número considerável de legionários romanos foram guarnecidos para fins defensivos e manutenção da ordem. A presença dos militares romanos junto ao estabelecimento de uma nova administração romana, o comércio, a educação e a difusão do cristianismo influenciou fortemente a rápida adoção do Latim como língua principal e, com ela, um estrato mais importante que caracteriza a Língua Francesa.

Entretanto, o tipo de Latim falado na Gália, chamado de “latim vulgar”, era aquele utilizado pelas pessoas comuns e soldados. Não era a forma clássica e cerimoniosa. E é esse Latim que é percebido como predecessor das línguas românicas modernas – Italiano, Francês, Espanhol e Português.

FRANCOS E O ESTRATO GERMÂNICO

Pelo século V depois de Cristo, a queda do Império Romano criou um vácuo no poder e muitos grupos e tribos germânicas começaram a invadir a Gália. Os mais importantes desses novos conquistadores germânicos eram, sem dúvidas, os Francos, que primeiro se estabeleceu no norte e nordeste da França Moderna e conquistaram a maior parte da Gália nos anos seguintes.

A implementação da administração romana e a adoção da fé cristã, juntamente do potencial cultural do Latim, forçou os Francos a adotarem a língua latina. Contudo, também houve mudanças significativas na língua falada na Gália (ou o que ficou conhecido como o Reino Franco) através da fusão da Latim Gaulês e um considerável vocabulário germânico. O novo estrato germânico de fato enriqueceu a Língua Francesa nas áreas em que os Francos se destacavam, como assuntos militares (heaume, baron), vida campesina (gerbe, jardin, gazon) bem como no léxico geral (honte, orgueil, haine).

LÍNGUA D’OIL E LÍNGUA D’OC

Até o século XI, havia duas grandes línguas faladas na França. No território norte controlado pelos Francos, falava-se a língua d’oil, enquanto no sul era falada a Língua d’oc – tanto oil quanto oc significam “sim” em suas respectivas línguas.

A Língua d’oïl é particularmente dita como a predecessora do Francês Moderno. Enquanto que dentro da própria região da Língua d’oc eram falados muitos dialetos. Contudo, o principal deles era falado na região da Île-de-France e foi chamado de Francien no século XIX.

No século XIII, graças às condições favoráveis de padronização da língua, o Francien se tornou a língua oficial da corte e foi sendo gradualmente adotada na França. Na sua forma escrita, era misturada, ou influenciada, pelos dialetos regionais. A queda da Dinastia Toulousiana e a anexação do sul da França à corte norte findou os dias da Língua d’oc como idioma oficial, mas não evitou que a população sulista continuasse falando os seus dialetos que também afetavam a língua escrita da região. Assim, a Língua d’oc virou o que é chamado de “Provençal” e caiu em desuso, um tipo “caipira” que se falava apenas nas vilas e províncias.

Muitas mudanças posteriores aconteceram à Língua Francesa para produzir o Francês Moderno como conhecemos hoje. As últimas alterações estão relacionadas aos estratos mencionados anteriormente (por exemplo, o ressurgimento do Latim na Renascença) e a padronização de um Francês comum sob a bandeira do nacionalismo e da centralização. As mudanças, entretanto, ocorreram principalmente no campo da escrita, enquanto que a fala se distanciou completamente da ortografia oficial da Língua Francesa.

Por questões culturais e políticas, os franceses entendem que muito de sua história está encerrada na Língua Francesa e por isso não são muito adeptos das reformas. De fato, são bastante inflexíveis. Daí a dificuldade dos estrangeiros em entender a língua francesa quando escrita e fala parecem não combinar (se esse também é o seu caso, não deixe de ler nosso artigo com as melhores dicas para aprender Francês.

Nos anos 60, a Língua Francesa era uma das mais (senão a mais) importantes do mundo, ensinada nas escolas – inclusive brasileiras, junto com o Latim – tanto como o Inglês é ensinado atualmente. Ainda hoje, como escrevemos no nosso artigo com as 45 curiosidades sobre os idiomas, o Francês é tido como a língua mais recomendada para estudantes de graduação aprenderem para conseguirem melhores oportunidades de trabalho.

Agora que você já sabe a história da Língua Francesa, que tal começar a aprender você também?

 


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