Como escolher o melhor curso de idiomas

Saiba como escolher o melhor curso para o seu perfil

Entre sites, escolas de idiomas, aplicativos e materiais didáticos, muitos são os meios para se aprender um novo idioma hoje. Tantos são que é difícil decidir qual o melhor curso para começar a estudar e muitos acabam se deixando levar pelo preço da mensalidade. Mas se o método não valer a pena, será dinheiro jogado abaixo.

Por isso, preparamos uma lista dos principais métodos de ensino das escolas de idiomas brasileiras e sites disponíveis na Internet para você avaliar um por um e decidir qual se encaixa melhor no seu perfil de aprendizagem. Da próxima vez que comprar um curso, lembre-se de checar esses pontos para melhorar sua experiência de estudos e focar no seu objetivo em relação à nova língua. Confira!

1. Método de Contexto

Algumas escolas preparam todo o seu material voltados principalmente para a conversação e o ensino é realizado através da apresentação de situações-contexto. Ou seja, o aluno não aprende por palavras isoladas e tradução exaustiva e mecânica, mas recebe o conteúdo em forma de diálogos ou textos dinamizados para que ele adquira mais vocabulário através de todo o conjunto de palavras e da compreensão da situação apresentada, não necessariamente decorando separadamente o que é verbo, o que é sujeito, o que é objeto e assim por diante. Essa abordagem geralmente não dá um plano de fundo muito forte em relação à gramática, por isso não é o mais indicado para quem quer aprender um novo idioma com foco em comunicação escrita.

2. Método Tradicional

Enquanto uns focam na conversação, outros cursos podem ser notadamente mais voltados para a escrita e gramática. São aqueles que usam muitos textos em sala de aula e são maioritariamente realizados sobre a lógica da tradução e repetição, assentando-se nos pressupostos da memorização de conteúdos. Geralmente, o vocabulário é apresentado de forma isolada e se formam frases a partir do mesmo, traduzindo e repetindo exaustivamente até que o material seja entendido. Esse método é pouco estimulante para quem pretende aprender um novo idioma para se comunicar oralmente em viagens e negócios, por exemplo, mas é interessante para quem trabalha principalmente com a escrita, seja através de livros, email, publicações ou qualquer coisa relacionada à redação, pois a abordagem gramatical costuma ser forte e densa. Outra parte importante desse método é a quantidade de vocabulário, já que os estudantes precisam de um bom conhecimento lexical para formar suas frases e textos, enquanto cursos de conversação podem oferecer menos variedade, já que seu método contextual leva o aluno à compreender os vocábulos através da percepção do contexto apresentado.

3. Método Auricular

Enquanto um foca na conversação e outro na escrita, o método auricular aposta no meio mais natural para se aprender uma nova língua, que é através da audição. Crianças que são apresentadas a novas línguas nos primeiros meses, aprendem idiomas com muito mais facilidade depois, como contamos no nosso artigo 45 fatos divertidos sobre os idiomas, esse método é estritamente baseado em audição e não foca escrita ou gramática até que o estudante possa compreender bem o idioma a nível oral. Por isso, não é o método ideal para quem precisa de boas habilidades de redação em línguas estrangeiras, mas pode ser uma boa pedida para quem quer viver fora e precisa saber bem a língua para utilizar no dia a dia. Essa metodologia envolve diálogo e, geralmente, as aulas são todas na língua que se quer aprender, para estimular o “ouvido linguístico” e desinibir o estudante em relação ao medo ou timidez de arriscar a se comunicar em outro idioma. Os professores podem usar pistas visuais, como objetos ou cartões ilustrados, mas não podem escrever as palavras que estão dizendo, apenas deixam grande parte da instrução em diálogo. Os alunos podem escrever a palavra que ouviram na sua língua materna, em alguns casos. Definitivamente, é uma abordagem ideal para estudantes jovens, pois é a mais próxima do jeito que eles estão acostumados a aprender.

4- Método Exclusivo

Nessa metodologia, professor e aluno só podem conversar na língua estrangeira que está sendo ensinada e nunca na sua língua materna. É uma das abordagens mais diretas para o ensino de línguas. Toda a instrução deve ser dada no idioma estudado e só. O vocabulário é apresentado previamente, por ser mais fácil de entender contando com a ajuda de recursos visuais. Conforme o aluno constrói vocabulário, o professor começa a introduzir palavras abstratas e elementos de linguagem, mas sem explicar ou incidir sobre a estrutura gramatical. As complexidades da linguagem serão aprendidas inerentemente, com o aluno aprendendo puramente através de prática e aplicação.

No fim de cada lição, pode ter uma sessão de perguntas e respostas opcionais em que os estudantes podem tirar dúvidas com o professor sobre a lição do dia. Aqui podem clarificar conceitos que não ficaram bem elucidados na aula, mas, outra vez, isso é totalmente opcional.

Esse método é ideal para situações em que existe um grupo de estudantes que não partilham a mesma língua materna – como geralmente acontece nos intercâmbios no estrangeiro, em que as salas de aula são multiculturais com alunos de todos os cantos do mundo. Também é ideal para quando o próprio professor não fala a língua materna do seu estudante ou em contexto de imersão (como quando o estudante já está vivendo no país estrangeiro, ainda não fala a língua local, mas convive diariamente com o idioma).

 


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